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O líder tem que ser um agente de mudanças

A relação de confiança com os liderados é o que sustenta grandes resultados; coerência entre discurso e prática é fundamental  

Contar com um líder dentro da empresa sempre foi importante, mas desde que a pandemia se iniciou e deu vez a um novo cenário que exige tantas adaptações em meio a uma aceleração de tendências que têm afetado todos os segmentos de mercado (para o bem ou para o mal), a capacidade de liderar a mudança se tornou uma competência ainda mais decisiva. O assunto, de relevância ímpar para o momento atual, será abordado de maneira aprofundada no Painel Online DS CONNECT no dia 11 de março, às 20 horas, com o tema “A gestão do amanhã chegou – como manter o seu time engajado ao longo de 2021”.

O palestrante e consultor empresarial há 20 anos, Wellington Moreira, que será um dos convidados do evento, adianta que uma boa liderança é indispensável para o contexto de transformação. Um dos principais papéis que um líder tem, segundo ele, é o de ser um agente de mudanças. E isso vale em qualquer tipo de organização e não apenas em empresas. “Nós sabemos que alguém é um líder eficaz ao analisarmos o que de importante ele conseguiu tirar do papel desde que assumiu a gestão do negócio (para quem é diretor, por exemplo). Percebemos uma mudança entre o antes e o depois e as iniciativas passam a dar frutos”, comenta. 

Para vermos essas mudanças na prática é imprescindível que haja influência da liderança sobre o time, principalmente por meio do bom exemplo. Como coloca Moreira, “o áudio e o vídeo precisam estar em sintonia, sem delay”. Em outras palavras, o líder não pode dizer uma coisa e fazer outra bem diferente, ele precisa ajustar o discurso à prática, pois a incoerência é uma das principais falhas em qualquer exercício de liderança. 

Além disso, estar à frente de uma equipe exige que o gestor seja flexível e situacional, pois não há uma receita pronta. Segundo o palestrante, que também atua como diretor-executivo da Caput Consultoria, todos os estudos realizados nas últimas décadas indicam que não existe um perfil ideal de liderança, sendo assim, a forma adequada de atuação sempre vai depender do contexto do trabalho (tipo de negócio da empresa, tamanho da companhia, cultura organizacional etc.) e também da maturidade dos liderados que compõem o time.

O que não muda é a necessidade de se criar relações de confiança com os colaboradores. “A confiança é a grande ‘cola’ que sustenta o desempenho das equipes de alta performance. Se as pessoas não confiam em seu líder, ou vice-versa, o que acaba imperando é o medo e a angústia”, alerta, comparando com a relação entre pais e filhos. “A mesma coisa vale inclusive em casa: quando os filhos não têm uma relação de confiança com os seus pais, a capacidade destes influenciarem aqueles é mínima”.

Ainda, para atingir o sucesso numa jornada de mudança, é preciso considerar alguns tópicos fundamentais, como: comprometimento da liderança com o negócio, estabelecimento de uma comunicação clara e transparente em todos os níveis, disposição para inovar e coragem para fazer acontecer a mudança cultural.

Mas, se por um lado o líder tem o “poder” de impactar positivamente o processo de transformação da empresa, ele também pode prejudicá-la com atitudes negativas que, portanto, precisam ser evitadas. Confira abaixo três delas, muito comuns nos negócios:

– Espírito derrotista: Às vezes, o projeto ainda está no começo e o líder desmotiva a equipe inteira com frases, como: “Acho que isso não vai dar certo”.

– Resistência ao novo: Ele é intolerante a tudo aquilo que se propõe fazer de diferente na companhia com afirmações do tipo: “Essas coisas não vão funcionar em nosso negócio. Vocês vão ver”.

– Ausência de metas: O líder até apoia as mudanças, mas não apresenta alvos claros que mostrem às pessoas exatamente qual montanha devem subir. Resultado: muita iniciativa e pouco resultado prático. As coisas continuam iguais àquilo que já era feito antes.

Sobre o palestrante

Wellington Moreira, que é mestre em Administração de Empresas e MBA em Gestão de Pessoas e professor em cursos de Pós-Graduação, contribuirá com sua experiência à frente de Programas de Desenvolvimento de Liderança em companhias de diferentes regiões do país. Ele também é autor dos livros “Como desenvolver líderes de verdade” (Ed. Ideias & Letras), “Líder tático” e “O gerente intermediário” (ambos pela Ed. Qualitymark).

DS CONNECT
Para mais informações sobre o Painel DS CONNECT, acesse o site do evento: https://www.sympla.com.br/a-gestao-do-amanha-chegou-como-manter-o-seu-time-engajado-ao-longo-de-2021__1132723. A inscrição é gratuita e as vagas são limitadas.

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