DS Contadores Associados

Por que o balanço patrimonial é indispensável?

O relatório apresenta um check-up da saúde financeira da empresa e mostra se o momento é propício para reter gastos ou fazer investimentos 

Embora seja considerado como o demonstrativo financeiro mais importante de um negócio, o Balanço Patrimonial ainda é negligenciado por uma parcela significativa de empreendedores, empresários e gestores que não compreendem o papel fundamental que esse relatório exerce para manter em dia a saúde financeira da empresa. Afinal, ele faz um levantamento completo de todos os bens e direitos do negócio. 

Também chamado de Balanço Contábil, o relatório compõe as demonstrações financeiras obrigatórias, por meio das quais retrata a sua posição patrimonial em determinado momento do tempo, considerando todos os fatos contábeis registrados ao longo de um período. Por meio dele são levantadas as movimentações econômicas, financeiras, de bens, direitos e obrigações. Também são identificados todos os investimentos e suas fontes de recursos. 

Por esses motivos, o Balanço Patrimonial [junto com uma Demonstração de Resultado do Exercício] é uma excelente fonte de informação para o planejamento e ação das empresas”, explica o contador Márcio Dorigon, da DS Contadores Associados. A partir de uma visão ampla e clara de todos os valores, é possível identificar como andam os lucros e se o momento é propício para investir ou reter gastos.

O demonstrativo pode ser usado de duas formas: como balanço gerencial, para auxiliar os gestores e sócios nas tomadas de decisões; ou como balanço financeiro, que tem como finalidade informar ao governo, aos acionistas e às instituições financeiras a real situação econômica do negócio. “Para que isso seja possível, os dados apresentados deverão ser confiáveis e o relatório deverá ser elaborado por profissionais de contabilidade capacitados e registrados pelo conselho de classe, que irá organizar e classificar as informações em blocos para o empresário”, orienta o contador.

Em resumo, com o Balanço Patrimonial aliado às demais demonstrações financeiras obrigatórias estabelecidas pelos órgãos competentes, é possível ter uma posição patrimonial da empresa e conhecer todos os bens, direitos e obrigações em determinado período; entender as fontes de recursos para os investimentos da empresa; observar a sua evolução histórica para o planejamento e ação futura; permitir e dar lastro ao pagamento de dividendos aos sócios da empresa; facilitar o planejamento tributário da empresa; e fornecer informações úteis para as partes interessadas (stakeholders/acionistas).

Ativos e passivos

Para elaborar o relatório, os contadores fazem a divisão considerando os ativos (termo utilizado para expressar os bens, valores, créditos e direitos) e os passivos (que correspondem à parte das obrigações devidas a terceiros). Os valores são agrupados em contas para facilitar a análise e a ordem é determinada pela liquidez, sendo que as contas mais líquidas vêm em primeiro e as demais na sequência. Conforme Dorigon, o Balanço permite duas visões claras: a patrimonial e a de fontes e aplicação de recursos.

Os ativos são todos os bens, direitos e recursos de um negócio, ou seja, tudo o que possa gerar algum valor econômico, como equipamentos, veículos, maquinários, móveis e estoques, por exemplo, bem como contas a receber. Eles são divididos em circulantes, que são os direitos que a empresa possui e que consegue realizar e transformar em dinheiro em um período inferior a um ano. Caixa, bancos, contas a receber e estoques são as principais contas do circulante. Há ainda os ativos não-circulantes, compostos pelos bens e direitos com realização acima de um ano. Neles estão os direitos de mais longo prazo, no realizável de longo prazo e os bens da empresa, como o imobilizado e os investimentos.

Os passivos também são separados por estruturas para facilitar a leitura e análise do relatório. São elas: circulantes (obrigações com vencimento de um prazo de até um ano, tais como fornecedores, empréstimos e impostos), não-circulantes (compostas por obrigações com vencimento superior a um ano, como empréstimos de longo prazo); e patrimônio líquido (onde estão os recursos diretamente investidos pelos sócios, capital social, reserva de capital, reserva de lucros, prejuízos acumulados).

O patrimônio líquido também compõe o Balanço Contábil. Ele compreende os recursos próprios da empresa e o seu valor é a diferença positiva entre o valor do ativo e o valor do passivo. Na Contabilidade, a ideia é que haja equilíbrio entre ativos e passivos, sendo que o total de ativos deve ser igual ao total de passivos, e quem garante o sucesso dessa conta é o patrimônio líquido.

Obrigação legal

Além de ser útil para o crescimento da empresa, o Balanço Contábil faz com que os empreendedores, empresários e gestores estejam em dia com as questões legislativas, uma vez que a obrigatoriedade da elaboração desse documento está prevista no art. 1.179 do Código Civil. Também a lei nº 6.404/76, que estabelece as características e natureza da companhia ou sociedade anônima e as normas do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) declaram o documento como indispensável. A legislação determina, portanto, que todas as empresas devem elaborar o seu balanço patrimonial, inclusive aquelas que optam pelo Simples Nacional.

Prejuízos
Conforme Dorigon, as perdas para o empresário que negligencia esse relatório são grandes. “Ao meu ver, é literalmente navegar em mar revolto sem bússola e sem destino, pois as informações geradas pelo balanço e suas demonstrações são essenciais para tomadas de decisão na gestão”, observa. “Caso ele não seja produzido, além desse prejuízo, haverá também sanções administrativas, como impedimento para participar de licitações públicas e impedimento para requerer a recuperação judicial”, complementa. O time de profissionais da DS contadores está disponível para assessorar as empresas, orientar e tirar dúvidas.

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